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CEED - Central de Empregos e Estagio de direito da OAB-RJ
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Os dez mandamentos
Fonte: Jornal O Dia
Por: Leila Souza Lima

O que empregadores esperam de seus funcionários

Trabalho em equipe, foco no cliente, espírito empreendedor, visão generalista, capacidade de tomar decisões. Muitos se perguntam: tenho que ser tudo isso para agradar ao empregador? Sim, tem. Porque essas qualidades são importantes para praticamente todos os chefes – sejam sócios, presidentes, vice-presidentes ou executivos da alta administração. Cinco deles listaram 10 características que consideram fundamentais no funcionário que quer fazer carreira em companhias sob sua gestão. Fora considerações pessoais, há pontos em comum que definem uma dezena de dicas sobre o perfil ideal – os 10 mandamentos. O que se concluiu de tudo isso é que buscam total comprometimento e que os empregados assumam riscos como donos das empresas. Quando falam em foco no cliente, os chefes querem dizer muita coisa. Para Roberto Désio, 49 anos, vice-presidente do McDonald’s, essa capacidade é fundamental nos funcionários, do atendente de balcão aos gerentes. “Nosso colaborador deve considerar o cliente a razão do seu trabalho”, diz. Seguindo essa linha, Désio explica que o funcionário precisa ter compromisso com a qualidade. “Afinal, é uma empresa alimentícia”, justifica. Ele reforça a importância do trabalho em equipe: “Não premiamos individualismo”. Ao buscar pessoas dispostas a assumir riscos e com capacidade de tomar decisões, os empregadores não esperam nenhum James Bond nem que o funcionário seja duro de matar. Luiz Guilherme Migliora, 37, sócio do Veirano Advogados – escritório com sete representações no País – simplifica: “Isso quer dizer que o profissional deve ser corajoso em suas iniciativas. Ele não pode ter medo de errar. O que se quer hoje são soluções. As pessoas que se protegem perdem valor. Se todo mundo se comprometer junto, fica mais fácil”, resume Migliora. A ordem é descentralizar e o risco é de todos Ricardo Bomeny, 33, diretor-superintendente do Bob’s, acha que o empregado deve ter vida social. “É legal ter um círculo amplo de conhecimentos. Demonstra que são capazes de se integrar”, diz. Ele revela também pré-disposição a não contratar pessoas que tenham vícios, como fumo e álcool. “Não vou dizer que isso é excludente, mas essa característica pode servir como ponto de desempate na escolha entre duas pessoas igualmente qualificadas”, afirma o executivo, explicando que o vício pode demonstrar ansiedade. Pelo discurso dos executivos, a figura de chefe centralizador é coisa do passado ou de empresa que vive no passado, o que dá no mesmo. Na gestão contemporânea, todos assumem riscos, ganhos e fracassos. Daí surgiram os programas de remuneração por desempenho e resultados. “Esperamos pessoas com espírito empreendedor, que saibam mais que os patrões e cobrem deles resultados”, diz Roberto Rangel de Almeida, 52, vice-presidente de Relações Institucionais da El Paso. Em parceria com uma organização não-governamental, um grupo de funcionários da El Paso construiu, ele mesmo, cinco casas em uma comunidade carente de Três Rios. A iniciativa foi valorizada pela direção. Disposição para a ação social hoje é quase um pré-requisito. Para o vice-presidente executivo da Sul América Seguros, Helio Novaes, 49, na avaliação para contratar, características comportamentais vêm em primeiro lugar. “É preciso demonstrar vontade de aprender e superar expectativas ao executar tarefas. Levo tudo isso em conta na hora de contratar”.

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