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Talentos à vista!
Fonte: Jornal O Dia
Por: Leila Souza Lima
Seleções de trainees para programas do ano que vem já começaram. Salários a partir de R$ 2 mil, ajuda de custo para moradia e treinamentos fora do país são os maiores atrativos
Várias empresas aceitam inscrições de candidatos aos programas de trainees do ano que vem e procuram profissionais para ocupar cargos no Rio, em São Paulo e outros estados. Algumas delas oferecem a quem for contratado ajuda de custo para moradia no primeiro ou segundo mês de trabalho, caso a pessoa seja transferida de sua cidade de origem. Os salários giram acima de R$ 2 mil, um atrativo para quem está começando. Outra vantagem dos pacotes de benefícios é a possibilidade de o trainee passar uma temporada fora do País, normalmente em treinamento nas cidades onde ficam as matrizes das empresas. Em contrapartida, ele deve ter domínio do inglês. Os processos de seleção são bem puxados, incluindo redação, provas de Matemática, Português, Conhecimentos Gerais e Específicos.
Chances de fazer carreira fora do Brasil
A Philip Morris Brasil, filial da multinacional fabricante de cigarros, é uma das companhias que incluem despesas com mudança e habitação, no primeiro mês do trainee em Curitiba (PR), estado-sede da empresa, para onde todos os aprovados vão. Este ano, nove pessoas deverão ser contratadas. “O número é definido de acordo com o plano de sucessão de carreiras da empresa”, informa Valmir Buscarioli, gerente de recursos humanos da Philip Morris Brasil, que está instalada em 150 países, o que propicia aos candidatos chances de fazer uma carreira internacional.
“Vamos contratar futuros diretores da empresa”, acena Buscarioli, quanto às chances de crescimento. Há oportunidades para formados nos cursos de Administração, Economia, Ciências Contábeis, Comunicação Social e outras áreas. Eles poderão atuar em cidades do Sul ou Sudeste. Como a maioria, o programa da Philip Morris dura dois anos. No final, os trainees devem apresentar um projeto de conclusão. O que apresentar o melhor trabalho ganha um módulo de treinamento nos Estados Unidos.
Todos os 31 trainees escolhidos pela Ford na última seleção, incluindo os oito do Rio, ficaram na empresa. Dois deles foram encaminhados pela companhia ao exterior como parte do treinamento, o que pode acontecer em cidades como Detroit, nos Estados Unidos.
Formado em Engenharia pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio), Marcelo Bouhid, 26 anos, acha que valeu a pena deixar a cidade, depois de passar na seleção da Ford e se transferir para São Paulo. “No primeiro momento, foi difícil. Tinha despesa com moradia, despesa com passagens para visitar a família, ainda como trainee. Mas, depois, veio a compensação. Cresci na empresa”, conta Marcelo, hoje lotado na área de serviço ao cliente.
A Ford oferece oportunidades a graduados em Comércio Exterior, Direito, Economia, Psicologia, Relações Públicas, Marketing e outras. O programa tem cinco etapas, a primeira voltada à integração. Depois, o trainee é encaminhado a sua área, de onde parte para um giro por todos os outros setores da companhia, o chamado job rotation. Ele volta à área específica, para acompanhar os passos de seu diretor, processo conhecido como shadow (sombra). A última etapa é o projeto de conclusão, explica Gilson Filho, supervisor de treinamento.
Ambev e Unilever também vão recrutar trainees. Mas é preciso estar atento aos prazos. Para a maioria das empresas, as inscrições serão encerradas no mês que vem.
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